quarta-feira, 24 de março de 2010

Falling.

Meu. Eu tô mal.
Sério. Tô mal mesmo.
Mal, mas mal de mal
De verdade, mal.
Mau humor e mau olhado,
Mal comido e não gostado,
Mal.


Deu pra ver que eu não tô bem, né?
As coisas começam a cair do nada, sem motivos aparentes. E quando você vai pensando em cada uma isoladamente, tudo faz sentido. Só que a vida não é coisa isolada.

Justo no dia que eu decido parar de fumar, brigo com minha namorada, após ter faltado dois dias a faculdade e mandado minha mãe catar coquinhos, calar a boca e dizer que whatever, se ela quisesse ir embora e sumir da minha vida, no mesmo dia que eu vou me despedir de uma das melhores amigas que eu já tive que vai morar longe, a qual eu não tive nem chance ter um papo comum de amiga por causa da vigilância constante da namorada paranóica viciada em mentira que ela possui, mesmo tendo ficado 24 horas na casa dela.

Ah, e isso sem dormir direito por causa da vacina pra H1N1. Tô chocada como as pessoas tão tomando essa coisa. Depois não entendem pq tão morrendo lá no norte do país. Por acaso, os índios foram os primeiros a ser vacinados, né? Ah, sim.

Tô sem dinheiro. Tenho que pagar a fatura do cartão de crédito, passagem,material pra facul, xerox's infinitas, alimentação, conta de telefone, taxa de bombeiro, internet, luz, gás, o próximo aluguel e condomínio tão vindo aí e não tenho um emprego! Meu pai deu 300 conto e achou que tava salvando o mundo.

ALGUÉM ME SALVA DESSA VIDA DE ADULTO, POR FAVOR.

E olha que eu ainda não tô morando sozinha. Se bem que eu acho que teria mais paz. Teria essas preocupações, mas ninguém me cobraria nada além de máquinas e pessoas do telemarketing.

Tô tão frustrada com a minha vida que tô pensando em ligar praquelas coisas de "adote um amigo" e 0800-paredefumar.

Quero cigarro.
Quero dinheiro.
Quero minha namorada. É, aquela que não brigava comigo por qualquer coisa e nem ficava desconfiada a cada passo que eu dava.
Quero uma mãe compreensiva.
Quero um pai presente.
Quero menos pessoas irritantes na faculdade.
Quero xerox gratuita.
Quero que as pessoas PAREM DE COBRAR TAXA POR ATRASO DE ENTREGA DE LIVROS QUE NÃO ESTÃO RESERVADOS NA BIBLIOTECA.
Quero que parem de cobrar tanta informação a seu respeito, a não ser por cuidado.
Quero não sentir essas dores de cabeça horríveis que tenho sentido. As vezes é do lado esquerdo, as vezes do direito. Nunca dos dois lados ao mesmo tempo.
Quero chorar mais, pra depois não ter motivos pra chorar.
Quero celular de graça.
Mas também quero jogar meu celular pela janela.
Quero que todo mundo leia minhas baboseiras aqui.
Mas tenho certeza que ninguém quer/pode saber dessas coisas.

Ps:. Tô chorando que nem uma baleia Orca parindo um filhote de tiranossauro rex. Sério, o que tem de errado comigo?

Não posso mais faltar nenhuma aula esse semestre. ME MATEM.
não, melhor.

SE MATEM.

Besos e carícias, R.

segunda-feira, 8 de março de 2010

É!

De janeiro pra cá algumas coisas mudaram. E bastante.

Eu fiz a prova da UFRJ. Ainda não tinha ido pegar minha documentação no ex-emprego, então rolou confusão pra fazê-la. Me estressei e quebrei o celular na mão, e não tenho certeza se foi de propósito. da forma que eu estava possessa, penso que sim. Não passei pra fase seguinte. Com algumas esperanças, me inscrevi no ProUni e não dei muita trela pra isso, pensando que devia ter muita gente com notão e que ia ser difícil passar. Ok, algumas esperanças é mentira. Eu tava sem ligar pra nada, e não tava com esperança nenhuma,estava com um humor pior que o de costume.
Qual não foi minha surpresa quando vi no site que havia passado para todas as faculdades para as quais havia me inscrito e ainda por cima na maior parte delas em Primeiro lugar com Bolsa Integral! Minha primeira opção foi a Veiga de Almeida, e como eu havia sido aprovada na primeira opção, não dava pra ir pra outras (Se não teria tentado a PUC, fiquei em 4º na colocação geral pro curso proposto.) e lá fui eu na data correta entregar minha documentação. Corre daqui, corre dali e finalmente, no dia 26 de fevereiro de 2010 saiu o resultado: eu REALMENTE havia conseguido uma BOLSA INTEGRAL. Aí foi só orgulho pra mãe, pro pai, pra namorada.
E pra mim, claro. Entrei como um curso que eu não queria tanto fazer (na verdade, era mais pra não perder a bolsa e trocar de curso no semestre seguinte), só que pra esse curso não abriu turma e eu fui premiada pela sorte pela segunda vez, indo direto pro curso que eu queria fazer. Pois é. Estou fazendo Design Gráfico! E estou ADORANDO!
É incrível ser tratada como igual pelas pessoas, independente de qualquer coisa. Você não sentir a pressão que era sentida na época do ensino médio, de aceitação ou não. Só interagir e tentar ser você mesmo já é uma ótima fórmula pra conseguir se sentir bem em meio a pessoas que ainda não são conhecidas.
Foi o que eu falei pra mim. Todo mundo bem receptivo, mas eu ainda tenho um pouco de vergonha. Só não atinei ainda do que. Mas vai passar com o tempo. Hoje dois veteranos me chamaram pra ir ao cinema de segunda com eles. Hesitei um pouco. Mas depois que soube que era três reais, mudei de idéia. E aí foi um bonde relativamente grande. Nossa, o filme era "Virus". Ainda bem que custou tão pouco, senão pedia a grana de volta. Eu falo muito no cinema, e falei que só iria ver filme ruim se pudesse falar. Falei. Mas NADA nem ninguém superou a menina gordinha, estilosa e simpática que tava do meu lado. JESUS, ELA NÃO CONSEGUIA PARAR, ME SUPEROU.
Eu rio em cenas chocantes. Comemoro quando filme é ruim. E desafio veteranos. Desafio as pessoas que nem tão me desafiando. Acho que ando muito agressiva. Ou na defensiva. Tô sem limite com dinheiro. Dinheiro que nem tenho. Vou trabalhar meio período. Não sei onde exatamente, mas vou. Tenho que parar de pré-julgar as pessoas. O chato é que eu tenho aquele sentimento estranho quando vejo desconhecidos ou quando vejo conhecidos, mesmo. Tem uma menina que me irrita profundamente. Irrita pois tem o nome parecido com o meu, com um "s" a mais. E porque fisicamente parece com uma pessoa que também tem o mesmo nome que eu e que é bem legal. Só que eu me senti mal desde a primeira vez que a vi, mesmo sem ouvi qualquer coisa, saber qualquer coisa dela. Sabe mina nojenta? Espero que minha opinião mude.
Me surpreendi hoje com uma menina que sentou perto dela na (segunda) aula de metodologia visual (que tem um professor que não sabe a hora de parar de falar, apesar de ser muito bom, aparentemente. E ele é designer de produto - o que já me faz pagar pau pro cara, que era minha vontade no design em si). Ela parecia muito patricinha nojenta risonha de meio de aula. Que nada, trocando idéia mó legal na aula. Depois que ela abriu a boca, simpatizei com ela. É bom saber que eu erro de vez em quando e não me sinto mal com isso.

Preciso dormir pra acordar cedo amanhã. Sorte pra mim! Vou relatando coisas das aulas aqui, pra não deixar vazio de algo que lembre arte.