segunda-feira, 8 de março de 2010

É!

De janeiro pra cá algumas coisas mudaram. E bastante.

Eu fiz a prova da UFRJ. Ainda não tinha ido pegar minha documentação no ex-emprego, então rolou confusão pra fazê-la. Me estressei e quebrei o celular na mão, e não tenho certeza se foi de propósito. da forma que eu estava possessa, penso que sim. Não passei pra fase seguinte. Com algumas esperanças, me inscrevi no ProUni e não dei muita trela pra isso, pensando que devia ter muita gente com notão e que ia ser difícil passar. Ok, algumas esperanças é mentira. Eu tava sem ligar pra nada, e não tava com esperança nenhuma,estava com um humor pior que o de costume.
Qual não foi minha surpresa quando vi no site que havia passado para todas as faculdades para as quais havia me inscrito e ainda por cima na maior parte delas em Primeiro lugar com Bolsa Integral! Minha primeira opção foi a Veiga de Almeida, e como eu havia sido aprovada na primeira opção, não dava pra ir pra outras (Se não teria tentado a PUC, fiquei em 4º na colocação geral pro curso proposto.) e lá fui eu na data correta entregar minha documentação. Corre daqui, corre dali e finalmente, no dia 26 de fevereiro de 2010 saiu o resultado: eu REALMENTE havia conseguido uma BOLSA INTEGRAL. Aí foi só orgulho pra mãe, pro pai, pra namorada.
E pra mim, claro. Entrei como um curso que eu não queria tanto fazer (na verdade, era mais pra não perder a bolsa e trocar de curso no semestre seguinte), só que pra esse curso não abriu turma e eu fui premiada pela sorte pela segunda vez, indo direto pro curso que eu queria fazer. Pois é. Estou fazendo Design Gráfico! E estou ADORANDO!
É incrível ser tratada como igual pelas pessoas, independente de qualquer coisa. Você não sentir a pressão que era sentida na época do ensino médio, de aceitação ou não. Só interagir e tentar ser você mesmo já é uma ótima fórmula pra conseguir se sentir bem em meio a pessoas que ainda não são conhecidas.
Foi o que eu falei pra mim. Todo mundo bem receptivo, mas eu ainda tenho um pouco de vergonha. Só não atinei ainda do que. Mas vai passar com o tempo. Hoje dois veteranos me chamaram pra ir ao cinema de segunda com eles. Hesitei um pouco. Mas depois que soube que era três reais, mudei de idéia. E aí foi um bonde relativamente grande. Nossa, o filme era "Virus". Ainda bem que custou tão pouco, senão pedia a grana de volta. Eu falo muito no cinema, e falei que só iria ver filme ruim se pudesse falar. Falei. Mas NADA nem ninguém superou a menina gordinha, estilosa e simpática que tava do meu lado. JESUS, ELA NÃO CONSEGUIA PARAR, ME SUPEROU.
Eu rio em cenas chocantes. Comemoro quando filme é ruim. E desafio veteranos. Desafio as pessoas que nem tão me desafiando. Acho que ando muito agressiva. Ou na defensiva. Tô sem limite com dinheiro. Dinheiro que nem tenho. Vou trabalhar meio período. Não sei onde exatamente, mas vou. Tenho que parar de pré-julgar as pessoas. O chato é que eu tenho aquele sentimento estranho quando vejo desconhecidos ou quando vejo conhecidos, mesmo. Tem uma menina que me irrita profundamente. Irrita pois tem o nome parecido com o meu, com um "s" a mais. E porque fisicamente parece com uma pessoa que também tem o mesmo nome que eu e que é bem legal. Só que eu me senti mal desde a primeira vez que a vi, mesmo sem ouvi qualquer coisa, saber qualquer coisa dela. Sabe mina nojenta? Espero que minha opinião mude.
Me surpreendi hoje com uma menina que sentou perto dela na (segunda) aula de metodologia visual (que tem um professor que não sabe a hora de parar de falar, apesar de ser muito bom, aparentemente. E ele é designer de produto - o que já me faz pagar pau pro cara, que era minha vontade no design em si). Ela parecia muito patricinha nojenta risonha de meio de aula. Que nada, trocando idéia mó legal na aula. Depois que ela abriu a boca, simpatizei com ela. É bom saber que eu erro de vez em quando e não me sinto mal com isso.

Preciso dormir pra acordar cedo amanhã. Sorte pra mim! Vou relatando coisas das aulas aqui, pra não deixar vazio de algo que lembre arte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário